Renascer

Foto: Carlos Emerson Jr.

Algum dia, não sei quando, desapareceremos do planeta Terra, nossa casa tão mal tratada. Não importa se será em consequência de uma catástrofe ambiental, uma guerra nuclear ou, simplesmente, pela apatia e desinteresse em prosseguir uma jornada de violência, destruição, ódio e desamor.   Nossas lembranças, virtudes e cultura ficarão como um legado para ninguém.

Desse dia em diante, as cidades serão apenas ruínas, os imensos pastos do interior brasileiro serão tomados pelas matas mas, infelizmente, milhões de animais que dependem de uma forma ou outra dos homens, perecerão com fome e sede. Em compensação, outros milhares, selvagens e mais adaptados e buscarão alimentos e abrigos no que restou das fábricas, usinas, barragens, hotéis, hospitais, quartéis e demais construções e espaços construídos pelo homem.

Os rios voltarão aos leitos originais e correrão para o mar limpos e piscosos como todos os rios já foram um dia. Os oceanos, por sua vez, livres de vazamentos de óleo, naufrágios de cargas poluentes, despejo de esgoto e lixo radioativo e todo o tipo de mazelas, explodirão de vida marinha, nutrientes e, quem sabe, algum dia seja berço de uma nova vida inteligente, mais adaptada. O ar que um dia respiramos será completamente diferente, limpo e saudável. 

Algum dia, não sei quando, a humanidade se vai e o planeta Terra renascerá e viverá em paz.

Vacina

Foto: Carlos Emerson Jr.

Poliomielite
Caxumba
Meningite
Febre Amarela

Sarampo
Varicela
Tifo
Rubéola

Gripe
Pneumonia
Coqueluche
Difteria

Tétano
Varíola
Rotavírus
e outras mais.

Vacinar, para quê?
Ora, que pergunta,
vacinar é um ato de amor!
É respeitar a si mesmo e o próximo.
Proteger nossas paixões, filhos, pais, amigos,
até mesmo… desconhecidos.

Vacinar é humanidade.
Vacinar é vida.

Humanos

Desenho: Eduardo Cambuí Junior

José Saramago, o grande escritor português, uma vez afirmou que “nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida”. Que ela não é fácil isso não se discute, mas a maneira como a vivemos, as expectativas que criamos, decepções com sonhos não realizados, amores não correspondidos e a inexorável jornada para a morte são mais do que suficientes para gerar frustrações e ressentimentos.

Durante nossa breve existência temos que conviver com a disputa pelo poder, o consumismo desenfreado, preconceitos, ódio e o mais importante, nossa própria ignorância! É claro que somos recompensados com amores, amizades, esperança e curiosidade, mas a grande dificuldade sempre foi e será o que fazer com a vida que recebemos. Somos racionais, mas movidos por emoções. E, é claro, humanos, simplesmente humanos.

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