O banquete dos mendigos

Foto: Fabio Rodrigues (G1)

Bobó de camarão, camarão à baiana, frigideira de si, moquecas capixaba e baiana e medalhões de lagosta. Aliás, as lagostas devem ser servidas com molho de manteiga queimada.As bebidas não ficam atrás: uisque com 10,15 ou 30 anos, espumantes, vinhos Tannat ou Assemblage, safra 2010 e que tenha vencido pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais. Além do mais, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses. O valor da licitação é de R$ 1,13 milhões. (Estadão)

Pois é errei o título do post, esse banquete não é sequer para os brasileiros.

Uma frase para se esquecer

Foto: Reprodução

Da série “frases que nunca pensei em ouvir”, o “cultuado” ex-presidente Mujica, do Uruguai, indagado sobre os protestos de ontem em Caracas, onde blindados venezuelanos passaram por cima de manifestantes que protestavam contra o governo Maduro, me veio com essa:

Os manifestantes venezuelanos não deveriam ficar na frente dos tanques”.

Que vergonha, Mujica, esqueceu do incidente da Praça Celestial, em Pequim? Só pode! Pelo visto nunca ouviu falar de Resistência Pacífica. Ou pior, culpa as vítimas! Pois é… Uma frase para se esquecer. Fiquei tão chocado com as imagens da TV venezuelana (abaixo) que preferi terminar o post com a famosa foto do Jeff Widner, da Associated Press, feita da janela do seu hotel. Pelo menos nos inspira.

Foto: Jeff Widner (AP)

O Imperador da Paz

O imperador da paz
Foto: Ytsuo Ynouye

O 125º Imperador do Japão, Akihito, quinto filho do imperador Hiroito (aquele mesmo da segunda guerra mundial), nasceu em 1933 e assumiu trono em 1989, onde reinou até hoje, dia 30 de abril, quando abdicou em favor do seu filho Naruhito, depois de 30 anos, por motivos de saúde (um câncer e coração). É o primeiro imperador a abrir mão do trono em 200 anos.

Confesso que cresci vendo a figura icônica do seu pai, o primeiro imperador japonês que foi ao rádio avisar ao seu povo que o Japão não podia mais continuar a guerra. Com o tempo, a história foi sendo escrita, revista e descobri que o filho Akihito era seu oposto, tendo visitado mais de 37 países, a maioria deles para pedir perdão pelos sofrimentos da guerra. Apoiou materialmente e pessoalmente as vítimas dos terremotos e da usina de Fukushima, tragédias que devastaram o Japão nos anos recentes. Em suma, era um imperador da paz.

Aliás, uma de suas últimas frases, que vai ficar marcada na minha memória, foi quando ele afirmou que sua “maior alegria era saber que durante seu reinado nenhum soldado japonês morreu numa guerra ou conflito armado”. Até onde eu sei, só o Papa pode afirmar algo semelhante.

Vai com Deus, Imperador Akihito. E oremos para que Naruhito não se meta em aventuras militares de terceiros, o mundo precisa muito de paz.

Oração

Foto: Carlos Emerson Junior

Ó Cristo Ressuscitado, da morte vencedor,
por tua vida e teu amor,
mostraste a nós a face do Senhor.
Por tua Páscoa o céu à terra uniste
e o encontro com Deus a todos nós permitiste.

Por ti, Ressuscitado, os filhos da luz nascem
para a vida eterna e abrem-se para os que crêem
as portas do reino dos céus.
De ti recebemos a vida que possuis em plenitude
pois nossa morte foi redimida pela tua
e em tua ressurreição nossa vida ressurge e se ilumina.

Volta a nós, ó nossa Páscoa,
teu semblante redivivo e permita que,
sob teu constante olhar, sejamos renovados
por atitudes de ressurreição e alcancemos graça,
paz, saúde e felicidade para contigo nos revestir
de amor e imortalidade.

A ti, inefável doçura e nossa eterna vida,
o poder e a glória por todos os séculos.

Autor desconhecido

O amigo do amigo de meu pai

Foto: Revista Isto É

Mal sabia Marcelo Odebrecht que sua curiosa frase em (mais) uma delação premiada mostraria que, como muita gente boa já suspeitava, alguns ministros da suprema corte brasileira são autoritários, arrogantes, tem desmedido apego ao poder e tudo isso faz com que confundam o cargo que ora exercem com a própria instituição onde legislam. Um país onde magistrados investigam, julgam, censuram, intimam e prendem, não pode ser chamado de democrático. Pois é, o amigo do amigo de meu pai…