Fuzil

Foto: Robert Capa

Aí você prepara a pipoca no micro-ondas, liga a TV, senta na velha e aconchegante poltrona, aproveita que a patroa não está em casa e coloca os pés na mesinha de centro de estimação e quase tem um “treco” quando a apresentadora do programa de entrevistas afirma para o governador recém-eleito que um homem com um fuzil nas mãos, em plena via pública, não pode ser considerado uma ameaça, um risco à segurança de terceiros.

Mas piora. Para tentar justificar a sandice, a emissora chama uma “cientista política” que candidamente explica que “as políticas de seguranças estimulam a compra de mais fuzis pela bandidagem, para combater os fuzis das forças de segurança.” (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=1ZK58NlOPXM). Decididamente essa gente não tem a menor noção do que é um fuzil, além de “desconhecer” a Lei 13.497/2017, que qualifica a posse desse tipo de armamento como crime hediondo.

Quando estava no Exército o uso de um fuzil era cercado de muito treinamento, conhecimento profundo de toda a sua estrutura (desmontar, limpar e remontar) e responsabilidade pela arma e cada cartucho de munição usado. Após seu uso eram todos recolhidos a um paiol, devidamente trancado e guardado. Fuzis são armas de guerra, feitos para matar o inimigo. Seu emprego é controlado, sua operação restrita e, principalmente, seu porte jamais deve ser visto como atividade “sem riscos”, até mesmo (e principalmente) por militares. Por favor, não repitam qualquer bobagem que ouvirem por aí, principalmente se vocês forem da grande mídia.

Pega muito mal.

oOo

A foto que ilustra o post é de autoria do renomado fotógrafo húngaro Robert Capa (Endre Ernő Friedmann). Foi tirada em Córdoba, em setembro de 1936, em plena Guerra Civil Espanhola.

Dois de setembro

Em uma noite o Brasil, o Rio de Janeiro e todos nós perdemos um pouco de nossa História, Cultura e Ciência. Em uma noite perdi parte de minha infância, da minha educação, de minha brasilidade. O incêndio que destruiu o Museu Nacional acabou sendo o legado, um infeliz símbolo das verbas públicas e privadas desviadas para fins escusos por políticos e empresas dos mais diversos matizes. Um símbolo da vaidade que norteou as fortunas aplicadas na Copa do Mundo de 2014, nos Jogos Olímpicos de 2016 e nas inevitáveis obras de embelezamento do Rio. O incêndio levou o Palácio Imperial do Brasil, onde foi assinada a nossa independência, em 1822. Independência para quê, incendiar a História? Os bombeiros não tinham água para apagar o fogo. O prefeito do Rio, como era de se esperar, não deu as caras. O governador, acuado no Palácio Laranjeiras, idem. Nenhuma autoridade, aliás. Pessoas choravam, assistindo uma parte da cidade e do país ardendo nas chamas.

Temo que o incêndio, indiferente e impiedoso, tenha levado de vez o nosso futuro.

Foto: TV Globo

Ilusões perdidas

Mais uma eleição, mais esperanças de dias melhores e, com certeza, mais decepções, quadro que vem se repetindo desde que, criança ainda, vivi a campanha de Jânio Quadros, aquele mesmo que renunciou sete meses após a posse, pressionado por “forças ocultas”. Aliás, bem que meu pai brincava que essas tais forças ocultas deixavam uma ressaca das bravas…

Daí para frente, ou melhor, de 1960 em diante, não demos uma dentro. Jango Goulart,seu vice que assumiu em seguida, fez um governo panfletário, tentou ser reformista, coisa que ele nunca foi e deu no que deu, um longo período de governos militares de triste memória. No período de 1964 até 1985, 21 anos portanto, tivemos cinco presidentes eleitos indiretamente pelo Congresso e, de brinde, uma Junta Provisória com os comandantes das três forças armadas.

Mas a confusão não acabou aí: Tancredo Neves, morreu antes de tomar posse, assumindo o imortal (mesmo) José Sarney, que passou todo o seu mandato brigando com uma inflação descontrolada. Seu legado foi a eleição do Fernando Collor, também conhecido como Caçador de Marajás, cuja medida de maior impacto foi o ataque às cadernetas de poupança!

Itamar Franco focou no básico e passou a faixa do trono, perdão, presidencial para Fernando Henrique Cardoso, o FHC que, vaidoso e muito inteligente, inventou a reeleição dos cargos executivos, inclusive (e principalmente) o dele. Foi sucedido pelo Luís Inácio da Silva, o Lula, que pretendia levar os pobres ao paraíso, Dilma Rousseff, o poste, perdão, a presidenta das pedaladas e, finalmente, o vice Michel Temer, a unanimidade que dispensa comentários: ninguém gosta!

Resumindo a ópera, de 1960 até hoje, foram eleitos, das mais diversas formas, 14 presidentes. Um renunciou, outro foi deposto, dois foram cassados e um morreu. O mais famoso de todos, segundo ele mesmo, está condenado e preso. Seis presidentes, quase a metade, foram defenestrados. O que significaria isso? Não sabemos votar? Nossa democracia ainda é uma criança? Ou somos todos idiotas e acreditamos em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e em Salvadores da Pátria?

O quadro para a eleição deste ano é confuso, deplorável e mostra inequivocamente que não temos saída, se é que já tivemos algum dia. O que fazer? Votar no menos pior? Isso aí, meus caros leitores, eu já ouvia a uns cem anos atrás. Aliás, vamos ser sinceros, nós sempre votamos no menos pior! E olhem só no que deu…

Sinto muito, mas não dá para terminar essa crônica com nenhum otimismo, esperança ou sequer ilusão. Apesar da lava-jato e a indignação e revolta geral contra os absurdos abusos da turma da Praça dos Três Poderes, o sistema político vem sendo blindado e deve resistir a qualquer tentativa de mudanças estruturais profundas, não importa de que ideologia venha. Ainda vai levar muito tempo para acreditar que temos realmente uma democracia neste país.

Texto e foto: Carlos Emerson Junior

Paradoxo de Fermi ou o sumiço das lixeiras da Urca

No dia 20 de maio de 1950, a revista norte-americana “The New Yorker” publicou uma charge do cartunista Alan Dunn, colocando a culpa pelo sumiço das latas de lixo da prefeitura da cidade de Nova York em simpáticos alienígenas. Aliás, confesso que pensei algo parecido quando, em 2017, as latas de lixo laranjinhas desapareceram do dia para a noite do bairro da Urca, no Rio.

Quatro físicos do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, vão almoçar juntos. Enrico Fermi, Emil Konopinski, Edward Teller e Herbert York comentam a crescente onda de avistamentos de OVNIs e, é claro, a charge com os felizes ETs e suas lixeiras novaiorquinas. De repente, Fermi faz uma pergunta: “onde está todo mundo”, que acabou dando origem ao famoso paradoxo, a “contradição entre a probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências para, ou contato com, tais civilizações”.

É bom lembrar que isso aconteceu em 1950 e até hoje, julho de 2018, 68 anos depois e muita tecnologia e conhecimento disponível, nada mudou. Radiotelescópios varrem estrelas, galáxias, pulsares, buracos negros, exoplanetas e estrelas de neutron à procura de sinais alienígenas. Aliás, em 1974 um deles, o de Arecibo, transmitiu enviou uma mensagem codificada com dados de nossa civilização, na direção de uma galáxia distante 25 mil anos luz, com estimadas 300 mil estrelas. Apesar de todo o esforço, continuamos escutando apenas o silêncio.

Enrico Fermi trabalhou no desenvolvimento do primeiro reator nuclear, teoria quântica e mecânica estatística. Ganhou o Nobel de Física em 1938, quando ainda morava na Itália. Emigrou para os Estados Unidos e participou do Projeto Manhattan, que fez a primeira bomba atômica. Morreu de câncer, prematuramente, em 1954. Em um de seus últimos textos deixou um alerta sobre o uso da nova arma e torcia “que o homem se tornasse suficientemente adulto para fazer bom uso dos poderes que ele adquiriu da natureza.”

Pelo que temos vivido e, principalmente, o tamanho dos arsenais nucleares, será muito mais fácil encontrar um ET do que serenidade e bom senso em humanos.

Onda verde

Foto: Carlos Emerson Junior

Na época da Rio+20 , lá no ano de 2012, recebi a historinha abaixo por e-mail, de autor ignorado, ilustrando como a nossa sociedade consome e descarta em ritmo acelerado, sem medir ou sequer ter noção de suas consequências. Quando deixamos que a situação fugisse do controle, jamais imaginamos que o futuro chegaria tão cedo, cobrando o preço de nossa imprevidência. Rendeu até uma crônica no jornal A Voz da Serra, daqui de Nova Friburgo.

Divirtam-se!

*****

“Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

– Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

– Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

A velha senhora suspira profundamente e fala:

– Você está certo, a minha nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, refrigerante e cerveja eram retornáveis: a loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso.

– Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

– Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente.

– Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma em cada quarto. Na cozinha, batíamos tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco mais frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

– Bebíamos água diretamente da fonte, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Recarregávamos as canetas com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis e poluentes só porque a lamina ficou sem corte.

– Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

– Por tudo isso, meu jovem, é risível que hoje se fale tanto em meio ambiente, mas ninguém pense em abrir mão de nada e muito menos viver um pouco como na minha época.”

Carlos Emerson Junior (2012/2018)

Ódio

Foto: Carlos Emerson Junior

No poste tinha uma palavra, “hate”, ódio em inglês. Como sei que postes não odeiam ninguém, claro fica que alguém foi lá e escreveu. Não sei se o ódio desse alguém é com a nossa língua, com o próprio poste ou a humanidade em geral. Posso estar enganado, de repente “hate” é apenas uma sigla ou sei lá, a assinatura de um artista ainda desconhecido.

Confesso, fiquei cismado. Para que serve o ódio? Seria realmente a antítese do amor? O escritor gaúcho Érico Veríssimo garantia que “o oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.” É… Pode ser. Mas indiferença não faz ninguém escrever “hate” em um poste ou rechear as redes sociais com demonstração de ódio explícito, sem o menor pudor!

Pessoalmente e com toda a sinceridade, acho o ódio um sentimento muito ruim, negativo, desgastante, inútil mesmo. Quando você declara seu ódio, está fechando qualquer tipo de diálogo, conhecimento. Aliás, o francês Sthendal uma vez declarou que “já havia vivido o suficiente para ver que a diferença provoca o ódio.

Pois é, talvez seja por aí. O medo também é associado ao ódio e tudo isso vem do desconhecimento e, porque não, da falta de empatia e respeito entre seres ditos humanos. Perseguições de raças, religiões, culturas, comportamentos, caramba, acho que isso existe desde que o homem saiu das cavernas.

Lamentavelmente, em pleno século 21, com toda a tecnologia disponível para nos unir em todos os cantos do planeta, cada vez mais nos refugiamos em nossos cantinhos, amargurados até o pescoço, odiando tudo e todos que nós não entendemos, desconhecemos ou tememos.

Como disse acima, as redes sociais, através das figuras dos políticos, “formadores de opinião”, pastores e que tais, se presta muito bem para disseminar mensagens de ódio como um efeito manada, onde ninguém questiona o que ouve/lê/vê, exatamente porque não sabe ou quer ouvir/ler/ver. Onde foi parar nosso senso crítico, se é que já tivemos algum?

Não, meus caros, não vou me alongar mais por causa de uma palavra em inglês pintada em um poste numa rua deserta das Braunes, aqui em Nova Friburgo. Prefiro encerrar com uma frase do Jorge Luiz Borges, falando de amor, que é tudo o que nos resta, no fim das contas:

“Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível.”

Carlos Emerson Junior

Inspiração, cadê você?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Da janela do meu escritório eu vejo o Caledônia. Por cima dos telhados das casas, muito além da antena da Rádio Friburgo e, nesses dias de março, sempre enevoado e chuvoso. No outono o sol bate forte pela manhã e a rocha fica que nem ferrugem, contrastando com o céu bem azul e limpo.

Essa é a minha janela. Coloquei a escrivaninha bem ao lado dela. Meu desktop, as anotações, rascunhos, fotos, telefones, o pendrive… Enfim, é aqui que eu trabalho. Inspiração? Com essa vista? Sei não, às vezes atrapalha. Distrai sabe, a gente fica olhando, divagando, agora, por exemplo: a montanha está dentro das nuvens e só vejo a chuva caindo lá pelos lados do Cônego.

Tudo muito cinza, muito escuro. Aliás, com licença que vou baixar o vidro, está batendo um vento gelado! Mas onde eu estava? Ah sim, inspiração! Curiosamente, não conheço a montanha. Dizem que em dias claros, lá do alto podemos ver o Rio e a Baia da Guanabara. Também falam que a subida é fácil, apesar de longa. Talvez um dia…

E lá estou eu fantasiando novamente. As nuvens que rodeiam a montanha agora vem rápido em minha direção. O vento forte faz as janelas baterem e trovões já se fazem ouvir. Vai chover outra vez e eu aqui no escritório, ao lado da janela, precisando escrever um texto, qualquer um!

Inspiração? Onde foi parar você, minha cara? Olhando para a janela, só consigo mesmo é sonhar.

(2008/2018)

Guerras justas?

O que seria uma guerra justa? Uma guerra religiosa? Racial? De defesa? Ou de expansão? Civil? Revolucionária? De libertação? Vingança? Retaliação? Segurança? A única saída? A guerra que vai acabar com todas as guerras? Não, decididamente não sei o que é uma guerra justa.

Guerras são imorais, aéticas, selvagens, a barbárie levada ao seu paroxismo. Guerras servem para dominar, exterminar, subjugar e escravizar. Só nos séculos 20 e 21, quase 90 milhões de pessoas morreram em conflitos que vão desde as duas guerras mundiais, até os brutais massacres em nome de sei lá o quê.

A guerra é a falência do ser humano. Se nos consideramos “animais racionais”, matamo-nos com uma fúria não encontrada sequer nos grandes predadores “irracionais”. Chegamos a tal ponto de “sofisticação”, que temos um arsenal nuclear capaz de destruir toda a vida no planeta, pelo menos umas quatro vezes.

O escritor português José Saramago afirmou que “é mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz”. De fato, basta ver que a História mostra que os breves intervalos de paz serviram para a preparação das guerras futuras. Aliás, todas as guerras foram declaradas em nome da paz, uma blasfêmia inominável.

Não, a verdade é que não existe guerra justa ou santa. É tudo guerra, trazendo morte, sofrimento e miséria para ambos os lados. Sem vitoriosos, sem honra, sem glória, sem heróis. A guerra é a morte do diálogo, do amor, da empatia, da humanidade. Guerra é nossa maldição, para todo o sempre.

Um amigo

Foto: Carlos Emerson Junior

A caminhada na manhã de hoje, uma segunda feira, mostrou Friburgo ensolarada mas ainda com o resto do frio da madrugada e completamente vazia. Do Sans Souci até o Bairro Ypú, passando pelo Alto das Braunes, Santa Elisa e Catarcione, ônibus, carros e pessoas transitando eram raridades. Parecia um domingo mal colocado, como se o calendário tivesse enlouquecido.

Andei trechos enormes sem cruzar com ninguém. Quase não vi bicicletas, o que é uma pena, a cidade está ótima para elas. Na Praça Marcílio Dias, no Paissandú, reapareceu a civilização, mas muito distante do habitual. Algumas lojas se preparando para abrir, rodinhas em algumas bancas de jornais e um ou outro gato pingado naqueles botequins que nunca fecham.

Na Avenida, aí sim, muita gente aproveitando o sol para se exercitar. Um casal de namorados em um banco à margem do Bengalas, idosos para lá e pra cá, além da turma que sempre traz o cachorro para andar. Voltando para casa, subindo as Braunes, a mesma solidão do início da jornada diária: ninguém nas ladeiras ou na Estácio (não teve aula).

Para não dizer que não conheci ninguém, aí em cima está o amiguinho que não quis conversa comigo na petshop, mas posou como um modelo aqui para o Blog. Gente boa, até a gatinha da loja gosta dele. Em tempos estranhos, difíceis mesmo, uma imagem simpática não tem contraindicação. E se você sorrir, melhor ainda.

Boa semana.

Cedro do Líbano

Foto: Carlos Emerson Jr.
A caminhada-treino de hoje teve um propósito, um destino. Fui até os jardins do Country Clube para ver o Cedro do Líbano, recém-plantado no último dia 5 de maio pelo pessoal da colônia libanesa de Nova Friburgo. Gostei. Uma placa de metal identifica a muda, que está devidamente protegida de seres irracionais e racionais por uma gaiola de ferro. Uma cartaz maior, com os versos do Salmo 92.13 e 15, chama a atenção para o pequeno broto.

Fico aqui, pensando, quanto tempo leva para um Cedro do Líbano crescer. O Google, consultado, não se faz de rogado e informa que é uma árvore grandiosa, de crescimento bem lento, podendo atingir 40 metros de altura e 14 metros de diâmetro no tronco. É o símbolo do Líbano e é citado mais de 70 vezes na Bíblia. Também é chamado de o Cedro de Deus.

Será que algum dia o verei lindo, bonito, imponente, único em nossa cidade? Possivelmente não, mas não importa. Saber que estamos criando um ser vivo que vai durar séculos é, definitivamente, um legado da festa dos nossos 200 anos. Cabe a nós, friburguenses da gema, adoção e coração cuidar, proteger e amar o nosso Cedro do Líbano.

Como o nosso futuro, não é mesmo?

Foto: Carlos Emerson Jr.