Dia dos Namorados?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Hoje é o Dia dos Namorados? Ué, mas não são todos os dias? Vocês acham que quem se gosta mesmo está preocupado com um dia específico para comemorar? Namorado que se preza namora todo santo dia, o dia inteiro se deixarem. E a noite também, claro! Namorados namoram, falam bobagens, riem, contam historinhas, criam expectativas, são felizes e quer saber, provavelmente, nem estão ligando para isso.

A todos os namorados chicletes, aos que ainda conseguem namorar durante uma longa relação, àqueles que namoram mas ainda não sabem e, principalmente, para a minha namorada há quase 50 anos, um Feliz Dia dos Namorados. Todos os dias!

Uma porta

Foto: Carlos Emerson Jr.

Alexander Graham Bell, o cientista considerado um dos pais do telefone, uma vez disse que “quando uma porta se fecha, outra se abre. Mas muitas vezes nós ficamos olhando tanto tempo, tristes, para a porta fechada que nem notamos aquela que se abriu.” Não sei e não consegui descobrir a origem das portas. Sabe-se que é muito antiga e foi inventada, digamos assim, para proteger contra inimigos, animais predadores e o frio. Portas fecham, protegem mas também nos isolam. Saber abrir portas requer sensibilidade, esperança e confiança. Uma porta aberta pode ser simplesmente a saída de casa. Mas, se você ousar sonhar, levam a mundos distantes, caminhos desconhecidos, sonhos esquecidos.

Pois é… Depende de você.

Uma cabra do Tirol

Foto: Carlos Emerson Jr.

O dia 13 de junho de 2009 caiu em um sábado. Eu já estava morando parte da semana em Nova Friburgo e, de comum acordo com a Sra. Emerson, fomos comemorar o nosso 38º aniversário de namoro e 33º de casamento no Bräun & Bräun, em Mury. Para nossa surpresa e alegria, o pessoal da casa nos alojou perto desta simpática cabra tirolesa, curtindo sua cerveja com canudinho (afinal, cabra não tem mãos), nem se importando com o frio de 15º do inverno de nossa cidade. Uma boa recordação!

Uma frase para se esquecer

Foto: Reprodução

Da série “frases que nunca pensei em ouvir”, o “cultuado” ex-presidente Mujica, do Uruguai, indagado sobre os protestos de ontem em Caracas, onde blindados venezuelanos passaram por cima de manifestantes que protestavam contra o governo Maduro, me veio com essa:

Os manifestantes venezuelanos não deveriam ficar na frente dos tanques”.

Que vergonha, Mujica, esqueceu do incidente da Praça Celestial, em Pequim? Só pode! Pelo visto nunca ouviu falar de Resistência Pacífica. Ou pior, culpa as vítimas! Pois é… Uma frase para se esquecer. Fiquei tão chocado com as imagens da TV venezuelana (abaixo) que preferi terminar o post com a famosa foto do Jeff Widner, da Associated Press, feita da janela do seu hotel. Pelo menos nos inspira.

Foto: Jeff Widner (AP)

O amigo do amigo de meu pai

Foto: Revista Isto É

Mal sabia Marcelo Odebrecht que sua curiosa frase em (mais) uma delação premiada mostraria que, como muita gente boa já suspeitava, alguns ministros da suprema corte brasileira são autoritários, arrogantes, tem desmedido apego ao poder e tudo isso faz com que confundam o cargo que ora exercem com a própria instituição onde legislam. Um país onde magistrados investigam, julgam, censuram, intimam e prendem, não pode ser chamado de democrático. Pois é, o amigo do amigo de meu pai…

A glória é efêmera

Quando um general da Roma Antiga retornava vitorioso, era homenageado publicamente desfilando com suas legiões pelas ruas da cidade. Nesse dia, ele usava uma coroa de louro e vestia-se com uma toga bordada de roxo e ouro. Em uma quadriga, carruagem com quatro cavalos, desarmado, vinha a frente dos soldados, prisioneiros e despojos de suas batalhas. Entretanto, durante toda a cerimônia, na mesma carruagem e bem atrás do general, um escravo sussurrava em seus ouvidos o tempo todo: “olhe para trás. Lembre-se de que és um homem e toda a glória é efêmera”.

Pois é! A historinha é de Roma mas reparem, serve muito bem para o Brasil.

Voos do Rio

Foto: Varig

Li por acaso um “tuite” do escritor Aguinaldo Silva, reclamando que a partir de primeiro de abril,os vôos diretos do Rio para Nova York não existirão mais. Pior, a opção com escalas (o famoso e famigerado parador) começa com pulo até Brasília, quase que no caminho para trás! Aliás, uma rápida “googlada” mostrou uma matéria da Latam informando que suas rotas Rio – Miami e Rio – Orlando também serão encerradas a partir da mesma data. Seria uma brincadeira do “Dia da Mentira”?

Infelizmente, não. Segundo a American Airlines, o cancelamento da tradicional rota até Nova York (que teve origem em 1920, com hidroaviões da Pan Am, que pousavam na Baía da Guanabara), foi a queda da demanda, reflexo da crise financeira agravada pelos desmandos e roubalheiras dos dois últimos governadores do nosso combalido Estado do Rio, os notórios Sérgio Cabral e Pezão. Como a recuperação será lenta (os rombos continuam aparecendo), nosso futuro ainda é incerto.

Que pena. Uma cidade que já recebeu voos desde o dirigível alemão Hindenburg até o supersônico Concorde, não merecia mais essa perda. Para mim, fica a saudade dos vôos da Varig, pontuais, seguros e confortáveis, lembrança de uma época que o Rio ainda era a Cidade Maravilhosa.