Dois de setembro

Em uma noite o Brasil, o Rio de Janeiro e todos nós perdemos um pouco de nossa História, Cultura e Ciência. Em uma noite perdi parte de minha infância, da minha educação, de minha brasilidade. O incêndio que destruiu o Museu Nacional acabou sendo o legado, um infeliz símbolo das verbas públicas e privadas desviadas para fins escusos por políticos e empresas dos mais diversos matizes. Um símbolo da vaidade que norteou as fortunas aplicadas na Copa do Mundo de 2014, nos Jogos Olímpicos de 2016 e nas inevitáveis obras de embelezamento do Rio. O incêndio levou o Palácio Imperial do Brasil, onde foi assinada a nossa independência, em 1822. Independência para quê, incendiar a História? Os bombeiros não tinham água para apagar o fogo. O prefeito do Rio, como era de se esperar, não deu as caras. O governador, acuado no Palácio Laranjeiras, idem. Nenhuma autoridade, aliás. Pessoas choravam, assistindo uma parte da cidade e do país ardendo nas chamas.

Temo que o incêndio, indiferente e impiedoso, tenha levado de vez o nosso futuro.

Foto: TV Globo

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