Ódio nas redes sociais

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por Carlos Emerson Junior

A edição de maio da revista Info traz uma oportuna reportagem sobre a agressividade nas redes sociais. Ofensas, preconceitos e bullying são encontrados cada vez mais nos comentários. Apropriadamente intitulada de ”Ódio.com”, a matéria traz depoimentos de usuários, personalidades, psicólogos, advogados e mostra como empresas como o Facebook e o Twitter lidam com esse comportamento.

Segundo a revista, “nos grandes portais, boa parte das notícias publicadas é imediatamente respondida com opiniões preconceituosas que muitas vezes não têm nenhuma relação com o tema da reportagem. O cenário é ainda pior nas redes sociais, com seu constante estímulo a opinar sobre tudo, a qualquer momento, sem uma análise racional sobre os assuntos comentados”.

E mais: “a necessidade de comentar e de ter opiniões fortes sobre todos os assuntos pode ser resultado de um desiquilíbrio em sua vida social. Como é difícil falar diretamente com um político ou com uma celebridade, a web faz o papel de ponte. (…) Na internet, a pessoa tem a ilusão de resolver problemas com os quais não consegue lidar na vida real, por falta de coragem ou de autoridade”.

Quem tem blogs conhece muito bem esse problema: basta publicar alguma coisa sobre um tema polêmico como aborto, religião, futebol ou, principalmente política, para ficar sujeito a críticas quase sempre sem embasamento, patrulhamento ideológico de diversos matizes e até mesmo xingamentos e ameaças!

Tem saída? Bom, nos blogs existe a função moderação, que só permite a publicação do comentário após sua aprovação pelo autor da postagem. Ofensas gratuitas, opiniões homofóbicas, racistas, misóginas, spam descarado ou simples trolagem são devidamente deletados na raiz. Esse, aliás, é um dos defeitos das redes sociais: as pessoas escrevem sem pensar e acabam dando vazão a um lado da personalidade que não é mostrado na vida real.

É bom lembrar que a lei brasileira pune esse tipo de comportamento e as próprias redes sociais possuem instrumentos para coibir (e até banir) seus usuários mais exaltados (ou antissociais mesmo). A justiça tem sido acionada em casos de injúria e perseguições e o Congresso aprovou a chamada lei Caroline Dieckman, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos.

A questão que a reportagem deixa em discussão é até onde chegará todo esse ódio. Será que essas discussões insanas não acabarão afastando os criadores de conteúdo, desqualificando um serviço tão útil?

2 comentários em “Ódio nas redes sociais

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